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14 de agosto de 2011

CONCEITO SOBRE LÍNGUA E LINGUAGEM



LINGUAGEM
 Linguagem é qualquer e todo sistema de signos que serve como um meio de comunicação de idéias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc. Podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguirem-se várias espécies de linguagem: visual, auditiva, tátil etc., ou, ainda, outras mais complexas, constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos. Como componentes constitutivos da linguagem podemos exemplificar gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, usados para representar conceitos de comunicação, ideias, significados e pensamentos.
            Abaurre e Pontara definem muito bem linguagem como:
 “Uma atividade humana que, nas representações de mundo que constrói, revela aspectos históricos, sociais e culturais. É por meio da linguagem que o ser humano organiza e dá forma às suas experiências”.
  Se compreendermos a dimensão dessa concepção, entenderemos que não podemos reduzir a linguagem a um simples meio de comunicação, como normalmente acontece, já que é a partir dela que construímos nossa memória e consequentemente nossa História. Sem linguagem não existiria a civilização como conhecemos.

LÍNGUA
 O conceito de língua é muito diversificado segundo a corrente teórica que o abrace. Para nós, é relevante apresentar as percepções com os quais nos alinhamos. Abaurre e Pontara (2006:3) entendem a língua como:
“Sistema de representação socialmente construído, constituído de signos linguísticos”.
Observe-se aqui o caráter social da língua, uma vez que só existe mediante esta negociação entre seus falantes. Complementamos o conceito das autoras com o de Marcuschi (2005:31), para quem a língua é “Um conjunto de práticas sociais e cognitivas historicamente situadas”.
Sendo assim, não podemos entender a língua como uma estrutura autônoma, alheia à realidade dos falantes e imutável. Toda língua se compõe de signos linguísticos, que são as unidades de significação que possuem um significante (uma memória acústica de um termo) e um significado (conceito contido em um signo, acionado pelo significante).
Naturalmente de uma língua para outra os significantes podem mudar. O que passa despercebido é que o conceito profundo de um termo também pode ser diferente em duas línguas que comparemos, muito embora se refiram ao mesmo ser na natureza. Isso acontece porque tudo na língua é representação, nada retém as coisas in natura, tudo se realiza como cultura. Assim, quando falamos de uma vaca em português, no Brasil, o conceito será muito diferente do que se terá na Índia, por motivos óbvios. É mais uma vez a confirmação de que a língua é uma representação de mundo.

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