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13 de setembro de 2011

CONTO

CONTROLANDO O MEDO


João, Antônio e Luisa são crianças danadas, sabendo que sua mãe tem medo de alguns bichos, eles se uniram para pregar uma peça na sua mãe, eles pegaram sua lagartixa de mentirinha e colocaram em gaveta quando sua mãe abriu a gaveta teve o maior susto, eles começaram a rir, mas eles também tinham medo de lagartixa.
Outro dia sua mãe viu uma lagartixa de verdade e falou assim: Que bom que vocês estão em casa, vocês são tão corajosos... Fico tão orgulhosa de meus filhos que não tem medo de nada e toma contam da mamãe... Sentada no sofá, ela abraçou os três filhos ao mesmo tempo, olhou os três e disse: todo mundo tem seu medo, cada um tem seu segredo. Quem parece ser sempre forte também tem que agüentar seus medos e às vezes sozinho e sem carinho. A mamãe é como todo mundo, se assusta, chora, rir e também tem medo de lagartixa.
Nesse momento as crianças disseram que eles haviam colocado a lagartixa na

gaveta pra assustá-la, mas que eles também tinham medo, nesse momento resolveram controlar e superar o medo juntos.








VANÚZIA DA SILVA PEREIRA

CONTO

ENTRE ALEGRIAS E TRISTEZAS


Essa é história de uma menina que foi criada por seus avós maternos, porém nunca perdeu o contato com seus pais biológicos, essa menina morava no interior e lá passou sua infância e adolescência. Quando completou 15 anos ela passou por um momento muito difícil, perdeu meu pai biológico, vítima de afogamento, a menina teve que ser forte para superar essa perda e ajudar a sua mãe a suportar esse momento. Dois anos depois da morte de seu pai, ela conheceu um rapaz, começaram a namorar e após alguns meses se casaram, foi uma festa inesquecível.
Viveram apenas 06 meses em plena felicidade, pois para sua tristeza seu esposo começou a tomar bebidas alcoólicas e triste a menina começou a apresentar sintomas de depressão e passou 06 meses sem conseguir falar. Passou por vários médicos e nenhum conseguiu diagnosticar o que ela tinha. Sua família sofreu muito com isso, pois todos queriam ajudá-la, mas não sabiam o que fazer até que levaram a menina a uma psicóloga, depois disso a menina voltou a falar e seu esposo parou beber. Estava tudo indo muito bem até que seu pai de criação adoeceu, no inicio achavam que era apenas uma virose ou pneumonia, mas após 02 meses de tratamento e alguns exames veio à confirmação, para o nosso desespero e da sua família, que seu pai tinha câncer nos pulmões e já encontrava-se em um estágio avançado o que o deixou em uma fase terminal, foi nesse momento que a garota mais uma vez ficou sem chão, parecia que sua vida ia acabar por perder mais uma das pessoas importantes da sua vida.
A menina sofreu muito, mas hoje tem forças para continuar vivendo por que Deus está em seu coração e todos os dias pensa naqueles que se foram, mas mesmo eles não estando com ela, a garota sente e sabe que eles vão sempre está vivos em seus pensamentos e no seu coração. 


MARIA JOSÉ DOS SANTOS ALMEIDA

POESIA


AS DROGAS

O mundo em que vivemos
Torna-se um buraco negro
Os jovens que usam drogas
Só acabam indo preso;

Isso é o que acontece
Se não de cuidar de você
A droga só te faz mal
Vai te levar a morrer;

Não confie nas amizades
De pessoas que andam assim
Aliados do crack
Eu não quero isso pra mim;

Não deixe que sua vida
Se torne um grande fracasso
Ir ao caminho das drogas
Esse é o caminho errado;

A bebida e a cocaína
Não vão te fazer bem
Ela que te controla
Ela te faz refém;

Começar tudo de novo
E não querer voltar atrás
Tentar corrigir seus erros
Nunca é tarde demais;

Sua vida é tão boa
Não torne ela mal
Não deixe que sua vida
Acabe num hospital;

As pessoas se viciam
Como se fosse moda
O mundo seria lindo
Se não existisse droga.



ROSILDA MATIAS NETO

10 de setembro de 2011

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA


Entende-se por variação linguística os vários falares entre falantes de uma língua. Toda língua natural tem suas variações. Em se tratando da língua portuguesa, pode-se citar como uma das principais variações a diferença entre os falares do Brasil e de Portugal.
No Brasil temos muitos falares. Essa variação é justificada não apenas pelo fato histórico, que, necessariamente, leva a profundas transformações qualquer língua, como também pelas diferenças regionais, sociais, grau de escolaridade, sexo e principalmente pelas categorias profissionais.
Dentro de uma mesma região, as pessoas formam pequenas comunidades que acabam criando, por repetição de hábitos e tendências, suas características, até não entendível por outras comunidades: presidiários, internautas, trabalhadores rurais, os urbanos, os políticos etc. O que é muito importante compreender é que essas variações não devem ser vistas como 'erro' e sim – variações.
Até mesmo a questão do uso da 'Norma-não-padrão' não pode ser discriminada. Muitas vezes, ela prende-se a raízes perfeitamente históricas e a leis que a própria língua protege, tais como, economia, suficiência e necessidade.

PRECONCEITO LINGUÍSTICO


Inicialmente vamos definir preconceito e discriminação, através dos conceitos da Antropologia. Segundo a Enciclopédia Internacional de Ciências Sociais (apud Grupioni, 1995, p. 484), o preconceito é uma “opinião não justificada, de um indivíduo ou grupo, favorável ou desfavorável, e que leva a atuar de acordo com esta definição”. O preconceito gera a discriminação, que é o “tratamento desfavorável dado arbitrariamente a certas categorias de pessoas ou grupos, que pode ser exercido de forma individual ou coletiva, sobre um indivíduo ou um grupo de pessoas” (Grupioni, 1995, p. 484). O preconceito não é algo “natural”, o que tornaria seu combate inútil, mas sim um comportamento aprendido. O preconceito é uma “tendência presente em determinados agrupamentos humanos, mas não algo constitutivo da própria natureza humana” (Grupioni, 1995, p.485). Percebe-se então, que o professor ou a professora, o livro didático, a escola podem ser capitais na cristalização ou na subversão do preconceito
A idéia de Brasil como país monolingüe ainda é extremamente veiculada, seja pela escola, seja pelas instituições sociais, políticas ou religiosas, seja pela mídia. A aceitação de um Brasil monolingüe gera um grave problema, “pois na medida em que não se reconhecem os problemas de comunicação entre falantes de diferentes variedades da língua, nada se faz também para resolvê-los” (Bortoni-Ricardo, 1984, p. 9). Paradoxalmente, com tantas referências aos povos indígenas na imprensa devido à comemoração dos “500 anos de Brasil”, ainda nos esquecemos das línguas indígenas. Também não levamos em conta as variantes do português em contato com idiomas estrangeiros nas colônias de imigrantes. Por fim, não são consideradas todas as variantes lingüísticas do português, sejam regionais ou sociais. Ainda dá status falar “corretamente”, na idéia ingênua de que a língua dita culta é uma ponte para a ascensão social. Quem não domina a variante padrão é marginalizado/a e ridicularizado/a: na hora de preencher uma vaga profissional, num concurso vestibular, numa situação de conferência, na escola. Essa variante padrão, no entanto, é reservada a uma ínfima parte da população brasileira (a mesma que detém o poder econômico e político). Não é difícil perceber que o modo de falar “correto” é aquele dessa elite e que o modo “errado” é vinculado a grupos de desprestígio social. Conforme Marcos Bagno (1999), há no Brasil uma “mitologia” do preconceito lingüístico, que prejudica toda a nossa educação e nossa formação enquanto cidadãos para além de um termo teórico. Bagno enumerou oito mitos que, no conjunto, servem para solidificar e transmitir a visão (essa sim, errada) de que o Brasil apresenta uma unidade lingüística e que são os/as brasileiros/as que não sabem falar português corretamente (portanto, não há dialetos, variantes, mas sim deformações do português).
Do ponto de vista científico, tais afirmações chegam a ser ridículas e só conseguimos defendê-las a partir de argumentos como: “é certo falar/escrever assim porque assim ensina a Gramática”, “é correto isso porque em Portugal se faz dessa maneira”, “essa forma é feia, não soa bem, não é de bom tom”. A eleição de uma variedade “culta”, padrão tem a ver com causas políticas e históricas, não lingüísticas strictu sensu. Ao estudar com seriedade e sem preconceitos a língua, o que percebemos é que todas as variantes são “corretas”, que todos sabem gramática e que há regularidades no que se convencionou chamar de “erro” gramatical.
Outro equívoco que contribui para a disseminação do preconceito lingüístico é restringir à gramática o ensino da língua. Cada vez mais acredita-se que o domínio da gramática normativa garante leitores/escritores críticos e ativos. Essa falsa noção é largamente difundida, tanto na escola, como em inúmeros manuais “inovadores”, colunas de jornais e programas de rádio e televisão. Não é preciso muita investigação científica para desmistificar tal noção. Ao descrever seu objeto de estudo, os gramáticos têm a falsa idéia de que o compreenderam. Excluem-se, dessa forma, todas as variáveis que interpelam a linguagem e a constituem (fatores biológicos, sociais, históricos, políticos, culturais, afetivos etc.).
O preconceito lingüístico acaba sendo mais uma arma daqueles que mantêm o poder em suas mãos.