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22 de agosto de 2011

HOMENAGEM AO SUPERVISOR EDUCACIONAL

Dia 22 de agosto é o Dia do Supervisor Educacional. A vocês, companheiros na busca por dias melhores e educação de qualidade, nossos parabéns!!!
Que o prefixo que antecede o nome de tão importante profissão possa acompanhar todos os bons momentos de suas vidas. Assim... um Super Dia para vocês!!!

22 de agosto Dia do Supervisor Educacional

O Supervisor Educacional é o profissional responsável pela coordenação e apoio às atividades do corpo docente, com objetivo de promover melhor desempenho do trabalho didático-pedagógico. Este profissional pode atuar em instituições escolares de Educação Básica, no magistério do Ensino Superior e em pesquisa educacional.
São atribuições do Supervisor Educacional:
- Atuar no desenvolvimento do currículo e desta forma, assegurar o relacionamento e a ordenação seqüencial dos conteúdos.
- Dinamizar o processo educacional e promover a melhoria qualitativa do ensino.
- Elaborar o plano anual de atividades do Serviço de Supervisão Pedagógico.
- Promover estudos para o aperfeiçoamento constante de todo o pessoal envolvido no processo ensino-aprendizagem.
- Supervisionar a execução do Plano Pedagógico, a fim de que se processe a integração do Corpo Docente em relação a objetivos, conteúdos programáticos e técnicas de direção de aprendizagem, sistema de controle de aproveitamento e normas de conduta.
- Controlar o rendimento escolar dos alunos, pesquisando as causas de aproveitamento insuficiente.
- Orientar os professores no planejamento e desenvolvimento de estudos de recuperação e de adaptação.
- Julgar, auxiliado pelos professores, da equivalência ou da insuficiência de conteúdos curriculares, em casos de recebimento de transferências, e das formas de adaptação a serem adotadas, quando necessário.
- Responsabilizar-se, na esfera de sua competência, pela integração do Serviço de Supervisão Pedagógica com outros serviços da instituição de ensino, principalmente com o Serviço de Orientação Educacional.

17 de agosto de 2011

Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas


A primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) será realizada nesta quarta-feira para 252.783 alunos de 248 escolas públicas do Distrito Federal (DF). As escolas inscritas já receberam o material necessário para a realização das provas e, desde então, estão mobilizadas para um dia dedicado à matemática.
A competição busca incentivar o ensino da matemática e descobrir talentos entre estudantes das escolas públicas nas etapas do ensino fundamental - 5ª à 8ª séries (6º ao 9º ano)- e ensino médio - 1º ao 3º anos.
O professor Reginaldo de Abreu, coordenador da OBMEP afirma que "as escolas envolvidas estarão se dedicando à matemática, numa ação coletiva que vai além da própria competição". Abreu diz que a olimpíada é um esforço coletivo no sentido de desmistificar o ensino e a aprendizagem da matemática, que é importante nas atividades acadêmicas e imprescindível na vida do cidadão.
A OBMEP é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo Ministério da Educação, e realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática e das Secretarias de Educação estaduais e do Distrito Federal.

15 de agosto de 2011

Paralisação Nacional da Educação


A CNTE convoca todas as entidades filiadas a participarem da paralisação nacional que vai acontecer na próxima TERÇA FEIRA, dia 16 de agosto. O principal objetivo da mobilização será cobrar a implementação do Piso nos estados.
Mesmo com a aprovação da Lei do Piso e com o reconhecimento da sua legalidade por parte dos ministros do STF, professores de alguns municípios e estados ainda não recebem o valor estipulado em lei. Assim, a Confederação orienta a todos os sindicatos que participem dessa luta pela implantação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN).

14 de agosto de 2011

GÊNEROS, COMO SE CONFIGURAM DENTRO DA SOCIEDADE?

A interação por meio da linguagem em diversos contextos situacionais e culturais, (re)construindo nossas relações intersociais, construindo e/ou transformando nossa realidade social e participando de diferentes práticas socioculturais.
Compreender gêneros é, portanto, uma prática de leitura inserida em um contexto social, é entender que, “nossas atividades são realizadas no mundo social, em situações concretas, e é por meio da linguagem, nas suas diferentes modalidades, que realizamos muitas das ações que nos interessam” (Kleiman, 2006, p. 25). [...] As formas de comunicação reconhecíveis e auto-reforçadas emergem como gêneros.  O que Bazerman nos indica é que compreendamos gêneros como formas tipificadas de nossas ações sociais nos diversos contextos e nas diversas interações que estas ocorram, buscando, em adição, entender que a interação determina os processos de tipificação de práticas sociais mediadas pela linguagem que emergem em formas de gêneros do discurso. Dessa forma, leitura com base em gêneros, é colaborar para um contexto de aprendizagem situado no qual ensinar linguagem passa a ser procurar entender sua dinâmica social.
Gêneros fazem parte de estruturas sociais organizadas. A sociedade se comunica e interage por meio de gêneros. Bakhtin (2000, p. 279) discute que “todas as esferas da atividade humana, por mais variadas que sejam, estão sempre relacionadas com a utilização da língua”. Em outras palavras, é procurar estabelecer na dinâmica dos gêneros, sua constituição sócio-funcional por meio das diferentes esferas sociais da qual faz parte. Bakhtin também mostra que “cada esfera de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, sendo isso que denominamos de gêneros do discurso”.
Sob a compreensão da linguagem (Bakhtin, 1981 [1929], 2000), podemos perceber a relação de gêneros com esferas sociais e sua construção por meio de enunciados relativamente estáveis que se tipificam na interação por meio da estabilização dos índices de totalidade do enunciado. Segundo Bakhtin (idem, p. 299), a totalidade de acabamento do enunciado é determinada por três fatores indissociavelmente ligados ao todo orgânico do enunciado:
      O tratamento exaustivo do objeto de sentido;
O intuito, o querer-dizer do locutor;  
As formas típicas de estruturação do gênero do acabamento.
Assim Bakhtin, parte defende tese que o gênero se configura de tema (objeto de sentido), estilo (intuito) e composicionalidade (estruturação típica) que procuram, em relação dialógica, por meio de enunciados na interação em uma dada esfera social, construir gêneros que possam atribuir sentido nas “condições e situações variadas de comunicação” (p. 294) e atender ao critério dito como mais importante do enunciado.
Podemos indicar que quanto aos índices de totalidade, Bakhtin procurava relacioná-los com as esferas de comunicação. Dessa forma, sob essa perspectiva, podemos verificar que o conteúdo temático do gênero – o tema - se determina na esfera social da qual se constrói e funciona e recebe um acabamento relativo, em “condições determinadas, em função de uma dada abordagem do problema, do material, dos objetivos por atingir, ou seja, desde o início ele estará dentro dos limites de um intuito definido pelo autor” (p. 300). Bakhtin (idem) nos faz pensar sobre como o tema, o objeto de sentido do gênero, se inter-relaciona com o intuito em uma determinada interação que ocorre em uma esfera específica por meio de enunciados. Segundo Bakhtin a seleção de um gênero do discurso para mediar à interação se dá por meio da necessidade de um tema, estilo e composição de enunciados que possam, de fato, e com sucesso, realizar a comunicação enunciativa. Rodrigues (2005, p. 163) discute a questão dos gêneros do discurso sob a perspectiva do círculo linguístico de Bakhtin, e suas diversas concepções e propostas de teorização, afirmando que, Embora em outros textos do Círculo os gêneros também sejam nomeados e definidos como formas de discurso social, formas de um todo, tipos de interação verbal [...], Bakhtin opta pelo termo gêneros do discurso, definindo-os como tipos relativamente estáveis de enunciados ou formas relativamente estáveis e normativas do enunciado. De acordo o que foi discutido anteriormente entendemos que os gêneros se caracterizam por uma necessidade de acordo a cada esfera que lhe é particular, entendemos também que os gêneros possui suas próprias particularidades, discutindo e revelando a situação que está a sua volta. Configurando como algo necessário dentro da sociedade.