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11 de agosto de 2011

Dia do Estudante.


Origem
No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.
Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.
Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.
Oração do estudante
Senhor, eu sou estudante, e por sinal, inteligente.
Prova isto o fato de eu estar aqui, conversando com você.
Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar.
Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil.
A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, o meu jogo preferido, os meus passeios, e também alguns programas de TV .
Eu sei que preparo hoje o meu amanhã.
Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser bom estudante.
Dê-me coragem e entusiasmo para recomeçar a cada dia.
Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. Amém.
Homenagem aos Estudantes

9 de agosto de 2011

O que é Bullying?


Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.
Em 20% dos casos as pessoas são simultaneamente vítimas e agressoras de bullying, ou seja, em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar pela turma. Nas escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida.
Bullying é uma situação caracterizada por atos agressivos verbais ou físicos de maneira repetitiva por parte de um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo inglês refere-se ao verbo “ameaçar, intimidar”.
 Grande parte das pessoas confunde ou tende a interpretar o bullying simplesmente como a prática de atribuir apelidos pejorativos às pessoas, associando a prática exclusivamente com o contexto escolar. No entanto, tal conceito é mais amplo. O bullying é algo agressivo e negativo, executado repetidamente e ocorre quando há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Desta forma, este comportamento pode ocorrer em vários ambientes, além da escola: em universidades, no trabalho ou até mesmo entre vizinhos.

Basicamente, a prática do bullying se concentra na combinação entre a intimidação e a humilhação das pessoas, geralmente mais acomodadas, passivas ou que não possuem condições de exercer o poder sobre alguém ou sobre um grupo. Em outras palavras, é uma forma de abuso psicológico, físico e social.
No ambiente de trabalho, a intimidação regular e persistente que atinge a integridade e a confiança da vítima é caracterizada como bullying. Entre vizinhos, tal prática é identificada quando alguns moradores possuem atitudes propositais e sistemáticas com o fim de atrapalhar e incomodar os outros.
Falando especificamente do ambiente escolar, grande parte das agressões é psicológica, ocasionada principalmente pelo uso negativo de apelidos e expressões pejorativas criados para humilhar os colegas. O papel da escola é informar aos professores e alunos o que é e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática – “prevenir é o melhor remédio”. A atuação dos professores também é fundamental. Há uma série de atividades que podem ser feitas em sala de aula para falar desse problema com os alunos. Pode ser tema de redação, de pesquisa, teatro etc. É só usar a criatividade para tratar do assunto.
Claro que não se pode banir as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. O que a escola precisa é distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. Ao perceber o bullying, o professor deve corrigir o aluno. Em casos de violência física, a escola deve tomar as medidas devidas, sempre envolvendo os pais. Bullying só se resolve com o envolvimento de toda a escola - direção, docentes e aluno - e a família.

8 de agosto de 2011

Como seria se não existisse álcool?


O pai daquele garoto bebia demais e maltratava muito sua família, esse era seu único defeito. Por causa de seu problema com o álcool o garoto e sua família eram expulsos de casa aos fins de semana, o pai agredia muito seu filho mai velho e sua esposa, e assim o menino viveu até completar 18 anos, e o garoto não entendia se seu pai passou a respeitá-lo ou ter medo dele.
O pai do garoto era um homem trabalhador e durante a semana era tranqüila, mas a chegada do fim de semana causava ansiedade em o menino, sua mãe e suas irmãs ficavam ansiosos com a chegada de seu pai, esperando que ele não estivesse bêbado, mas logo se decepcionavam, o pai do garoto já entrava em casa aos gritos, agredindo sua família verbalmente. E o garoto sempre perguntava a Deus por que justo com seu pai e ele logo entendia que muitas pessoas eram maltratadas por pessoas que tinha o vício do álcool e drogas.
O garoto teve o maior medo de sua vida quando foi ameaçado com uma faca por seu pai e sua mãe presenciou a cena e nada pôde fazer, mas o garoto tinha um sentimento de carinho e amor por seu pai e sabia que nunca revidaria as agressões que sofria, mas em sua cabeça sempre vinha uma pergunta. Como seria se não existisse álcool? 
Gilson da Silva
5ª e 6ª "A"


7 de agosto de 2011

A MULTIPLICIDADE NA VOZ DO POETA ROMÂNTICO GONÇALVES DIAS

Este trabalho tem o simples objetivo de ressaltar a multiplicidade de vozes que estão imbricadas no poema canção do exílio de Gonçalves Dias, para isso realizaremos duas etapas, a primeira se constituirá dos autores estrangeiros que podem ter sido influenciadores desse grande escritor brasileiro, a segunda se configurará nos autores que foram influenciados por Gonçalves Dias.
 Porém antes de antes de iniciarmos nossa conversa sobre o referido autor, é importante mencionarmos que ele pertenceu à primeira geração do movimento Romântico, o Romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que perdurou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo que marcou o período neoclássico e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa.Toda estética literária pautava-se em bases ideológicas oriundas do contexto político, cultural e social da época vigente.  Gonçalves Dias destacou-se na poesia lírico-amorosa, indianista e nacionalista. A temática principal de seus poemas era a valorização das maravilhas da natureza pátria, na qual o índio ocupou seu lugar de destaque, tendo como influência as ideias de Rousseau, com o mito do “Bom Selvagem”. A influência dos autores estrangeiros na obra de Gonçalves Dias também fica marcada nas epígrafes que abrem muitos de seus poemas. São versos de Byron, Shelley, Victor Hugo, Lamartine, Saint-Beuve, Alexandre Herculano, Camões, Schiller, Goethe, Dante, Ovídio, Ésquilo, Virgílio. Essas epígrafes revelam que, como seus colegas românticos, Gonçalves Dias era um leitor que buscava a literatura clássica e contemporânea e que neles buscava inspiração para seus versos. (CEREJA & COCHAR, 2000, p. 175-177). A poesia de Gonçalves Dias revela um traço da filiação romântica do poeta e o gosto por temas como o da solidão e o do sofrimento por amor. (BOSI, 1980, p.109)
Como afirma Massud Moisés em “Primeiro poeta autenticamente brasileiro, na sensibilidade e temática, e das mais altas vozes de nosso lirismo” e indianismo. (MOISÉS, 1971, p.*) Gonçalves Dias representa o mestiço que valoriza o nacional. Porém trataremos aqui um pouco da importância do poema canção do exílio, tentando mostrar seu significado dentro da literatura. O maior valor da Canção do Exílio está no fato de que nela há uma essência notadamente brasileira expressa na saudade e no amor incondicional ao Brasil.
 O ideário romântico no Brasil é um projeto de afirmação da nacionalidade respaldada no segundo reinado. Daí os escritores desta época ser mais valorizados quando a sua obra estava impregnada de conteúdos nacionalistas. Por fim, o romance regionalista propunha uma construção de texto que valorizasse as diferenças étnicas, lingüísticas, sociais e culturais que afastavam o povo brasileiro da Europa, e caracterizava-os como uma nação. Os romances regionalistas criavam um vasto panorama do Brasil, representando a forma de vida e individualidade da população de cada parte do país. A preferência dos autores era por regiões afastadas de centros urbanos, pois estes estavam sempre em contato com a Europa, além de o espaço físico afetar suas condições de vida. Em Coimbra, ligou-se Gonçalves Dias ao grupo dos poetas que Fidelino de Figueiredo chamou de "medievalistas". À influência dos portugueses virá juntar-se a dos românticos franceses, ingleses, espanhóis e alemães. Em 1843 surge a "Canção do exílio", um das mais conhecidas poesias da língua portuguesa. Sua obra poética, lírica ou épica, enquadrou-se na temática "americana", isto é, de incorporação dos assuntos e paisagens brasileiros na literatura nacional, fazendo-a voltar-se para a terra natal, marcando assim a nossa independência em relação a Portugal.
Canção do exílio é o poema de Gonçalves Dias que abre o livro contos literários e marca a obra do autor como um dos mais conhecidos poemas da língua portuguesa no Brasil. Foi escrita em julho de 1843, em Coimbra, Portugal. O poema, por conta de sua contenção e de sua alusão à pátria distante, tema tão próximo do ideário do Romantismo, tornou-se emblemático na cultura brasileira. Tal caráter é percebido por sua freqüente aparição nas antologias escolares, bem como pelas inúmeras citações do texto presentes na obra dos mais diversos autores brasileiros. Sua temática é própria da primeira fase do Romantismo brasileiro, em sua mescla de nostalgia e nacionalismo. Gonçalves Dias compôs o poema cinco anos depois de partir para Portugal, onde fora cursar Direito na Universidade de Coimbra. A Canção do exílio teria surgido por inspiração após a leitura da balada Mignon, de Wolfgang Goethe, poema do qual Gonçalves Dias usa alguns versos como epígrafe.

PARÓDIAS, CITAÇÕES E RECRIAÇÕES

 A Canção do Exílio foi amplamente recriada e parodiada, principalmente pelos poetas modernistas; dois de seus versos estão citados no Hino Nacional Brasileiro ("Nossos bosques têm mais vida,/Nossa vida, mais amores."). Estas são algumas das inúmeras releituras e citações que o poema de Gonçalves Dias recebeu, a partir do Modernismo, pelas mãos de diversos poetas brasileiros:
Oswlad de Andrade
Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
 Os passarinhos daqui não cantam como os de lá
Casimiro de Abreu
Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!
Carlos Drummond de Andrade
Um sabiá na
palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.

 Como vimos à canção do exílio de Gonçalves Dias foi um texto que influenciou muitos escritores, além dos que foi observado acima, temos uma lista que de recriações que podem confirmar nossa informação.
·         Canção do Exílio - Casimiro de Abreu
·         Canto de Regresso à Pátria - Oswald de Andrade
·         Europa, França e Bahia - Carlos Drummond de Andrade
·         Nova Canção do Exílio - Carlos Drummond de Andrade
·         Canção do Exílio - Murilo Mendes
·         Canção do Expedicionário - Guilherme de Almeida
·         Uma Canção - Mário Quintana
·         Jogos Florais I e II - Antônio Carlos de Brito (Cacaso)
·         Canção de Exílio Facilitada - José Paulo Pais
·         Lisboa: Aventuras - José Paulo Pais
·         Sabiá - Letra de Chico Buarque de Holanda e música de Antônio Carlos Jobim
·         Terra das Palmeiras - Taiguara


Inscrições abertas para Encontro de Pesquisa Científica do Campus IV

O Campus IV da Universidade Estadual de Alagoas, em São Miguel dos Campos, promove entre os dias 11 e 13 de agosto, o II Encontro de Pesquisa Científica. Com o tema “Ciência e Pesquisa a quem interessa?”, os organizadores pretendem incentivar a participação da comunidade acadêmica na discussão sobre os assuntos propostos.

As inscrições vão até o dia 10 de agosto e devem ser realizadas na secretaria do Campus IV, em São Miguel dos Campos. O custo varia de R$ 10 a R$ 30. Os interessados devem preencher e entregar a ficha de inscrição: baixe aqui.  Os interessados podem também inscrever trabalhos científicos para serem apresentados durante o encontro.

A abertura do evento será feita pelo secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, professor Eduardo Setton, com a palestra “Ciência e Pesquisa em Alagoas”. A programação conta ainda com a abordagem de assuntos ligados à gramática, lingüística, educação e pesquisa. Também serão realizadas apresentações culturais, mesas-redondas, comunicações e exposição de painéis.

O II Enpec será encerrado com uma comemoração aos 50 anos de carreira do cantor, compositor e escritor Chico Buarque. A iniciativa do show é do projeto de extensão “Cantando Letras”.

Mais nformações pelos telefones (82) 3271-5276 ou 9615-1961 ou através do e-mail iienpec@hotmail.com.